quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sana, sana, colita de rana!

Era esta cantilena que a minha mãe me cantava quando era pequena e fazia um dói-dói. Hoje em dia, raramente me lembro dela (da cantilena) mas também raramente caio ao comprido pelo chão a jogar ao mata ou algo parecido (se dantes exibia orgulhosamente os joelhos com crostas do mesmo tamanho, hoje em dia...).
O tempos avança, crescemos, mudamos e os dói-dóis também. Já nem se chamam assim, são mais complicados, pensamos muito mais neles, ainda os complicamos mais e às vezes a própria vida nos parece todo um enorme dói-dói. E mesmo que não o admitamos, quantas vezes não nos apeteceria ouvir uma lenga lenga familiar que surtisse o mesmo efeito que outrora.
Mas há tanto que podemos fazer para melhorar a nossa vida, dizem! Depois de muita reflexão sobre o assunto, de uma mudança de atitude (vá, tentativa), de uma mudança na alimentação e depois de uma Prova Oral que ouvi na Antena3 com o Francisco Varatojo, fiquei curiosa sobre o que era isto da Macrobiótica. Espectacular! Percebi que era totalmente ignorante sobre o assunto.
E numa tentativa, não só de conhecer melhor o que era, como de descobrir alternativas na minha cozinha ovo-lacto-peixo-só-às-vezo-vegetariana  que ainda não me deixava totalmente satisfeita, experimentei na semana passada o curso de culinária macrobiótica no Instituto Macrobiótico de Portugal, com o Marco Fonseca.
No último dia, depois de comprar algas, vinagre de ameixa, óleo de sésamo tostado, cevada, miso, feijões azuki e outras iguarias (sim, iguarias, não estou a ser irónica!) e entusiasmada por experimentar o que aprendera em casa, comprei o livro Mente Sã, Corpo São.
Estou a ler com interesse e a pensar que, realmente, usamos os livros para nos evadirmos do mundo, mas também para nos situarmos melhor nele.
Até agora, o livro de Francisco Varatojo parece sugerir uma boa ou, pelo menos, interessante maneira de nos situarmos no mundo. Digo eu, a beber o meu cházinho de raiz de kuzu.


Mais info sobre o Instituto Macrobiótico de Portugal: aqui.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Palavras e Música II

Tiago Bettencourt tem um novo disco no ar, desta feita, uma espécie de produção caseira e intimista que junta música a poesia (de Florbela Espanca, David Mourão Ferreira, Fernando Pessoa, Sofia de Melo Breyner, entre outros). Deixo-vos A Pedra e o link para saberem um pouco mais, pelas palavras do próprio.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Qui coisa mais linda!

Excertos de vídeos e fotos tiradas de Ana Jobim, mulher de Tom, nos últimos anos da sua vida. Um retrato simples, bonito, honesto e comovente daquele que foi um dos grandes (enormes!) músicos do século XX.  É caso para ir logo a seguir pegar em toda a discografia que se tenha e ouvir em repeat. 
(Obrigada, Raquel! Sim, porque a Raquel sabe que os melhores presentes são livros e/ou música e/ou filmes) 

domingo, 22 de janeiro de 2012

sábado, 21 de janeiro de 2012

O melhor presente é quase sempre:

Um livro. Ofereceram-me este, que anda por aí a causar burburinho. Dos bons. Ainda não há edição portuguesa, mas nada como ler no original.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Será desta?

-Oh menina dos livros, já leste a trilogia Millenium?
Legenda da primeira nuvem que aparece por cima da minha cabeça: "oh não, lá vem a trilogia...!"
Resposta:
-Não... Tenho tendência a fugir das coisas que estão demasiado na moda. 
Legenda da segunda nuvem: "Não deixa de ser verdade, mas de repente soa-me a preconceito estúpido. Ainda por cima nem sequer folhei um único dos três livros."
Depois de falarmos um pouco mais sobre livros, nomeadamente da Sombra do Vento de Zafón e de Kafka à Beira-Mar de Murakami, que também se tornaram moda (e ainda bem), mostra-me o livro que trazia consigo, o terceiro da trilogia. Se há maneira de convencer alguém a ler algo, é mesmo esta: toma, lê, folheia, vê, sente, cheira, inspira-te.
Ainda por cima, com um copinho de vinho tinto e um trio de jazz a tocar, mesmo ao pé de mim. Malandra.
E de repente:
- Olha, mas esse é o terceiro, se calhar é melhor leres os outros primeiro.
Já estava eu caminhando alegremente pelo primeiro capítulo.


(banda sonora da foto providenciada por: Paulo Bandeira, Afonso Pais e Nelson Cascais)